Um exame não é “melhor” para tudo. A escolha depende do que o oftalmologista precisa esclarecer. Pedir um exame também não significa que você precisará de um procedimento.
Tudo começa com a avaliação
O profissional considera seus sintomas, histórico e exame dos olhos. A observação da retina, frequentemente com a pupila dilatada, ajuda a examinar estruturas que uma imagem isolada pode não mostrar por completo.
Conte por que procurou atendimento e leve pedidos e exames anteriores. Comparar momentos diferentes pode ajudar a entender uma alteração. Não precisa traduzir o laudo antes da consulta.
OCT: imagens das camadas da retina
A tomografia de coerência óptica usa luz para produzir imagens em corte da retina. Ajuda a avaliar a estrutura da mácula, incluindo líquido e tração. O OCT convencional não exige injeção de contraste.
Um número de espessura ou uma área colorida no resultado não determina, sozinho, a gravidade ou o tratamento. A interpretação depende da qualidade da imagem e do conjunto da avaliação.
Referência: ASRS — Técnicas de imagem da retina.
Entenda a injeção intravítrea e a continuidade do acompanhamento →Retinografia: um registro do fundo do olho
São fotografias que documentam a aparência da retina e de outras estruturas do fundo do olho. Permitem registrar achados e comparar mudanças no acompanhamento.
O campo fotografado varia conforme o equipamento e a técnica. Uma fotografia não substitui automaticamente a avaliação clínica, especialmente diante de sintomas novos.
Referência: ASRS — Técnicas de imagem da retina.
Angiografia: observar a circulação
A angiografia com fluoresceína utiliza um corante aplicado em uma veia e uma sequência de fotografias. Pode ajudar a avaliar vazamentos e alterações da circulação.
A angio-OCT é outra técnica: obtém informações sobre o fluxo por varredura óptica, sem o mesmo corante intravenoso. Não é idêntica à angiografia com fluoresceína e nem sempre a substitui. Confirme qual exame foi solicitado.
Referência: ASRS — Técnicas de imagem da retina.
Antes do exame, confirme as orientações
Pergunte se haverá dilatação, quanto tempo reservar e se é recomendável ir acompanhado. A dilatação pode dificultar temporariamente a visão de perto e aumentar a sensibilidade à luz; planeje a volta e não dirija se a visão estiver alterada.
Se houver uso de corante, converse antes sobre benefícios, riscos e reações prévias. Informe alergias, doenças conhecidas, gravidez e medicamentos em uso. Não suspenda medicamentos nem faça jejum por conta própria: confirme o preparo com o serviço que realizará o exame.
Você pode pedir que expliquem cada etapa antes de começar. Se tem dificuldade para permanecer na posição do aparelho, avise; essa informação ajuda a equipe a organizar a avaliação.
Recebi o resultado. E agora?
Guarde as imagens e o laudo para a consulta. Pergunte qual dúvida o exame respondeu, se é preciso comparar com outro registro e qual será o próximo passo.
Em caso de perda súbita de visão ou outros sinais de urgência, não aguarde o resultado de um exame eletivo para procurar atendimento. Um OCT de mácula isolado não exclui todos os problemas da retina periférica.
PARA LEVAR À CONSULTA
Você pode perguntar
- Qual pergunta este exame vai ajudar a responder?
- Vou precisar dilatar a pupila ou receber corante?
- Há preparo, riscos ou cuidados específicos no meu caso?
- Quando e com quem devo revisar o resultado?
Fontes e transparência
Referências consultadas em 2 de setembro de 2026. As fontes não endossam este projeto. Conheça a política editorial.
