A injeção intravítrea não é um tratamento único para todos. A indicação depende da alteração encontrada, do medicamento, da resposta observada e dos objetivos discutidos com a equipe.
Você pode estar chegando em momentos diferentes
Talvez tenha recebido a primeira indicação. Talvez já tenha feito uma ou mais aplicações e precise continuar o acompanhamento, tenha mudado de cidade ou queira uma nova avaliação. Em qualquer dessas situações, o ponto de partida é compreender o diagnóstico e revisar o que já foi realizado.
Procurar outra equipe não significa reiniciar automaticamente o mesmo esquema. Medicamento, intervalo e número de aplicações precisam ser avaliados no contexto atual do olho e da doença.
O que é uma injeção intravítrea?
É uma forma de aplicar medicamento no vítreo, o gel que ocupa o interior do olho. Essa via pode ser indicada em diferentes doenças da retina e da mácula. O nome do procedimento, sozinho, não revela qual medicamento será usado nem por quanto tempo.
Algumas indicações envolvem alterações como DMRI neovascular, edema macular diabético ou edema relacionado à obstrução de veias da retina. Há outros contextos possíveis. Ter edema macular não significa automaticamente precisar de injeção: primeiro é necessário entender a causa.
Entenda DMRI, edema macular e outras alterações da mácula →Já comecei em outro serviço. Posso procurar continuidade?
Sim. O IOMB recebe pacientes que já iniciaram aplicações em outro serviço e realiza uma nova avaliação antes de orientar os próximos passos. O medicamento, o intervalo e o esquema anteriores não são mantidos automaticamente.
Se já iniciou o tratamento, traga os exames, receitas, relatórios e informações das aplicações anteriores que tiver disponíveis. OCTs, nome do medicamento, datas ou registros das aplicações e outros exames relacionados podem ajudar. Não existe um checklist obrigatório: traga o que tiver.
Medicamentos diferentes podem ser aplicados por essa via
Bevacizumabe (Avastin), aflibercepte (Eylia) e ranibizumabe (Lucentis) estão entre os medicamentos atualmente utilizados pelo IOMB quando clinicamente indicados. Eles não devem ser considerados automaticamente intercambiáveis, e esta página não aponta um deles como “o melhor”.
A escolha depende do diagnóstico, dos achados, da resposta anterior, dos riscos e de outros aspectos individuais. Confirme o nome do medicamento indicado e por que ele foi considerado no seu caso.
OCT, intervalos e número de aplicações
O OCT produz imagens em corte das camadas da retina e pode ajudar a observar líquido, espessura e outras alterações. Ele é uma parte do acompanhamento, não uma decisão isolada: sintomas, exame clínico, diagnóstico e evolução também importam.
Pode ser necessário repetir aplicações. O intervalo e o número de doses variam conforme a doença, sua atividade e a resposta avaliada ao longo do tempo. Não existe um número universal nem garantia de recuperação visual. Não interrompa, antecipe ou adie aplicações por conta própria.
Veja como OCT, retinografia e angiografia ajudam a responder perguntas diferentes →Como é o procedimento?
A equipe prepara o olho e as pálpebras, realiza anestesia local e adota cuidados para reduzir o risco de infecção. O medicamento é aplicado com uma agulha fina no espaço vítreo. A experiência pode variar, por isso vale contar como foram aplicações anteriores e esclarecer dúvidas antes de começar.
Como todo procedimento, existem riscos. Infecção, inflamação, sangramento e descolamento da retina estão entre as complicações possíveis. A equipe deve explicar benefícios esperados, alternativas, riscos e o acompanhamento indicado.
Depois da aplicação, siga a orientação recebida
Os cuidados específicos são individualizados. Este site não prescreve colírio, antibiótico, medicamento ou duração de tratamento para depois da aplicação. Siga as instruções da equipe responsável e confirme por qual canal deve entrar em contato se algo mudar.
Quanto custa uma injeção intravítrea?
O valor depende principalmente da medicação indicada e das necessidades de cada tratamento. O IOMB realiza o procedimento em estrutura própria. Após a avaliação, a equipe pode orientar sobre o tratamento indicado e os respectivos custos.
O IOMB não publica uma tabela de preços nem fornece uma cotação genérica de injeção por telefone. Uma nova avaliação ajuda a definir qual é a indicação e o que precisa fazer parte do cuidado.
É possível realizar injeção intravítrea pelo SUS?
O SUS disponibiliza tratamento para determinadas doenças da retina, conforme critérios clínicos e protocolos aplicáveis. O acesso, o local de realização e os prazos dependem do fluxo da rede pública de cada região.
Pacientes que receberam indicação devem seguir as orientações e os encaminhamentos da equipe responsável.
PARA LEVAR À AVALIAÇÃO
Você pode perguntar
- Qual é o diagnóstico e o objetivo do tratamento?
- Qual medicamento foi indicado e por quê?
- Como será avaliada a resposta?
- Qual é o intervalo planejado neste momento?
- O que pode acontecer se eu atrasar uma aplicação?
- Quais sintomas exigem atendimento imediato?
- Quais etapas estão incluídas nos custos informados após a avaliação?
Fontes e transparência
- American Society of Retina Specialists — Intravitreal Injections
- Conitec — Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas
- Conitec — Tratamentos incorporados para DMRI neovascular
Referências consultadas em 5 de setembro de 2026. As fontes não endossam este projeto. Conheça a política editorial.
