A retinopatia diabética pode não causar sintomas no início. Ver bem e manter o acompanhamento são coisas diferentes: o exame pode identificar alterações antes que sejam percebidas.

Como o diabetes pode afetar a retina

Ao longo do tempo, o diabetes pode lesar pequenos vasos sanguíneos da retina. Eles podem vazar líquido ou sangue e algumas áreas podem receber menos circulação. Essas alterações recebem o nome de retinopatia diabética.

Na forma proliferativa, surgem vasos anormais que podem sangrar e estar associados à formação de tecido que traciona a retina. Nem toda pessoa com diabetes terá essa evolução; a avaliação ajuda a reconhecer o estágio e a necessidade de cuidado.

Referência: ASRS — Retinopatia diabética.

“Enxergo bem. Ainda preciso examinar?”

Sim. A ausência de sintomas não exclui alterações. Combine com a equipe quando iniciar e repetir o acompanhamento, considerando o tipo de diabetes, o tempo de doença e os achados dos exames. Não existe um intervalo único adequado a todas as situações.

Cuidar da glicemia, da pressão arterial e dos demais fatores de saúde, com a equipe que acompanha o diabetes, ajuda a reduzir riscos. Isso não substitui o exame dos olhos. Se o controle está difícil, conte à equipe: o objetivo é encontrar um plano possível, não atribuir culpa.

Referência: National Eye Institute — Retinopatia diabética.

E o edema macular diabético?

Quando há acúmulo de líquido na mácula relacionado ao diabetes, usa-se o termo edema macular diabético. Pode comprometer a visão central e ser avaliado com auxílio de exames como o OCT.

É uma das possíveis causas de edema macular, não a única. A investigação precisa considerar o contexto de cada pessoa. O guia sobre mácula explica essa diferença com mais detalhes.

Referência: ASRS — Retinopatia diabética.

O que pode fazer parte da avaliação

A consulta pode incluir o exame da retina com dilatação das pupilas. Fotografias do fundo do olho ajudam a documentar achados; OCT e angiografia podem esclarecer perguntas específicas. Nem todos esses exames são necessários em toda visita.

Leve exames oculares anteriores, a lista de medicamentos e informações recentes sobre o acompanhamento do diabetes. Avise sobre gravidez ou planejamento de gestação, pois o acompanhamento pode precisar ser ajustado.

Referência: ASRS — Retinopatia diabética.

O cuidado é definido pelos achados, não só pelo diagnóstico de diabetes

O plano pode incluir observação com retornos programados ou intervenções como laser, medicamentos intravítreos e cirurgia em situações específicas. A escolha depende do problema encontrado e de sua evolução.

Receber uma indicação não dispensa conversar sobre benefício esperado, riscos, alternativas e continuidade. O tratamento ocular e o cuidado geral com o diabetes caminham juntos. Não interrompa medicamentos por conta própria.

Referência: National Eye Institute — Retinopatia diabética.

Entenda a injeção intravítrea e a continuidade do acompanhamento →

Se a visão mudar antes do retorno

Perda súbita de visão, sombra ou cortina, flashes recentes ou muitas manchas novas exigem atendimento de urgência. Não atribua automaticamente uma mudança ao açúcar alto ou espere que passe.

Se o problema para comparecer ao retorno for transporte, custo ou horário, fale com a equipe. É melhor discutir essas dificuldades e reorganizar o cuidado do que simplesmente perder o acompanhamento.

PARA LEVAR À CONSULTA

Você pode perguntar

  • Há retinopatia? Em qual estágio? Existe edema na mácula?
  • Quando devo voltar, mesmo sem sintomas?
  • Quais exames são necessários agora e o que vão esclarecer?
  • Como coordenar o cuidado dos olhos com o tratamento do diabetes?

Fontes e transparência

Referências consultadas em 2 de setembro de 2026. As fontes não endossam este projeto. Conheça a política editorial.

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